terça-feira, 25 de outubro de 2011

MASSACRE DA MATA ATLÂNTICA

Na cidade de Conselheiro Lafaiete estão sendo destruídos 27 hectares de mata atlântica para a construção de um aterro sanitário que receberá também o lixo de Ouro Branco e Congonhas( vide matéria postada em 17.06.2011).
Nosso pedido de liminar solicitando a suspensão do massacre foi negada, entendem que os benefícios de "enterrar o lixo" são maiores que os danos à mata e nascentes, o nome do local é Córrego Souza, sugestivo não?
Não questionamos o aterro, não queremos é que continue o massacre naquele local - a propósito, por outros interesses que não ambientais, já alteraram o projeto do aterro de local por três vezes.

Alguém que defende de FATO a mata atlântica e sabe que as leis de proteção a ela são aplicáveis, pode nos ajudar?

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sustentabilidade Ambiental: Como ajudar o planeta?

Hoje em dia, sustentabilidade virou praticamente uma palavra da moda. Todos gostam de agrega-la aos seus discursos, o que é bom em partes. A favor disso fica o lado de trazer a tona a discussão que une pessoas e visa salvar o planeta. Contra, são pessoas que utilizam a palavra apenas pelo impacto que ela causa. Mas afinal de contas, como você pode ajudar?
Você pode ajudar de diversas formas. Vou listar abaixo algumas pequenas atividades que podem proporcionar melhorias para o planeta, lembrando que se cada um fizer um pouquinho que seja a coisa já vai começar a andar. Vamos a algumas dicas:
1. Evite o desperdício de água: embora pareça aquele conselho de nossas mães / avós, é vital para a continuidade da vida que evitemos o desperdício de água. Para isso, basta mudarmos pequenas atitudes do dia a dia, como:
1.1 Fechar a água enquanto está escovando os dentes;
1.2 Manter a água fechada enquanto ensaboa a louça;
1.3 Deixar fechada a água enquanto faz a barba;
1.4 Conserte vazamentos e mantenha as torneiras bem fechadas;
2. Evite o desperdício de energia elétrica: é bastante comum que usinas produtoras de energia elétrica utilizem recursos minerais como parte de sua empreitada e como resultado aumentem as emissões de CO2. Se pudermos consumir menos energia elétrica, estaremos ajudando um pouquinho já;
3. Informe-se sobre pequenas alternativas ambientalmente corretas para sua casa. Seja na construção ou na reforma, existem maneiras menos agressivas de lidar com a questão;
4. Ensine as crianças a serem positivas em relação ao planeta. Assim que elas aprenderem algumas coisas e demonstrarem o amor que têm pelo planeta, o ciclo da destruição será extinto;
5 INFORME-SE: Para cada região, existem algumas medidas que podem ser tomadas. Informe-se na sua para saber exatamente a forma mais efetiva de ajudar.
O planeta precisa de nós, já o agredimos por muito tempo. Agora é hora de ajudarmos ele para que o futuro das nossas crianças esteja garantido. Eu já comecei, fazendo a minha parte. E você?

Fonte:http://oblogo.org/perguntas/sustentabilidade-ambiental-como-ajudar-o-planeta/

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O BARBEIRO E O POLÍTICO

O florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo.
Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu: - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana. O florista ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista.
 Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. 
Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse: - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana. O padeiro ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro. 
Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo.
 Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse: - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana. O deputado ficou feliz e foi embora. 
No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar cabelo.
 Essa é a diferença entre os cidadãos e os políticos.
 "Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão." (Eça de Queiróz)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

LUTO PELO DESMATE DA MATA ATLÂNTICA EM CONSELHEIRO LAFAIETE

Amigos e parceiros esse ano não plantaremos árvores "simbolicamente" em escolas, beiras de rios e nem distribuiremos mudinhas para sensibilizar a população. Plantar árvores e não cuidar delas é como adotar crianças pequenas e não alimentá-las.Está na hora de parar com isto. Está na hora de compartilhar com a sociedade a responsabilidade de preservar o futuro. Nossa ONG se calará em luto ao desmate da mata atlântica e destruição de nascentes para a construção do aterro sanitário que em consórcio receberá também o lixo de Ouro Branco e Congonhas. Nossos sentimentos Florestais a todos!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

REUNIÃO ONG RECICLAR

REUNIÃO ONG RECICLAR
DATA: 30.09.2011
LOCAL: PRAÇA BARÃO DE QUELUZ,136 APTO 01
HORÁRIO: 16h
PAUTA: DESMATE MATA ATLÂNTICA EM CONSELHEIRO LAFAIETE - PROVIDÊNCIAS
              ETE - BARREIRA - PROVIDÊNCIAS
              ADESÃO DE NOVOS MEMBROS

segunda-feira, 26 de setembro de 2011


Lya Luft

Os filhos do lixo

"Gravei a tristeza, a resignação, a imagem das crianças minúsculas 
e seminuas, contentes comendo lixo. Sentadas sobre o lixo. 
Uma cuidando do irmãozinho menor, que escalava a montanha 
de lixo. Criadas, como suas mães, acreditando que Deus queria isso"


Há quem diga que dou esperança; há quem proteste que sou pessimista. Eu digo que os maiores otimistas são aqueles que, apesar do que vivem ou observam, continuam apostando na vida, trabalhando, cultivando afetos e tendo projetos. Às vezes, porém, escrevo com dor. Como hoje.
Acabo de assistir a uma reportagem sobre crianças do Brasil que vivem do lixo. Digamos que são o lixo deste país, e nós permitimos ou criamos isso. Eu mesma já vi com estes olhos gente morando junto de lixões, e crianças disputando com urubus pedaços de comida estragada para matar a fome.
A reportagem era uma história de terror – mas verdadeira, nossa, deste país. Uma jovem de menos de 20 anos trazia numa carretinha feita de madeiras velhas seus três filhos, de 4, 2 e 1 ano. Chegavam ao lixão, e a maiorzinha, já treinada, saía a catar coisas úteis, sobretudo comida. Logo estavam os três comendo, e a mãe, indagada, explicou com simplicidade: "A gente tem de sobreviver, né?".
Ilustração Atômica Studio

O relato dessa quase adolescente e o de outras eram parecidos: todas com filhos pequenos, duas novamente grávidas e, como diziam, vivendo a sua sina – como sua mãe, e sua avó, antes delas. Uma chorou, dizendo que tinha estudado até a 8ª série, mas então precisou ajudar em casa e foi catar lixo, como outras mulheres da família. "Minha sina", repetiu, e olhou a filha que amamentava. "E essa aí?", perguntou a jornalista. "Essa aí, bom, depende, tomara que não, mas Deus é quem sabe. Se Ele quiser..."
Os diálogos foram mais ou menos assim; repito de memória, não gravei. Mas gravei a tristeza, a resignação, a imagem das crianças minúsculas e seminuas, contentes comendo lixo. Sentadas sobre o lixo. Uma cuidando do irmãozinho menor, que escalava a montanha de lixo. Criadas, como suas mães, acreditando que Deus queria isso.
Não sei como é possível alguém dizer que este país vai bem enquanto esses fatos, e outros semelhantes, acontecem. Pois, sendo na nossa pátria, não importa em que recanto for, tudo nos diz respeito, como nos dizem respeito a malandragem e a roubalheira, a mentira e a impunidade e o falso ufanismo. Ouvimos a toda hora que nunca o país esteve tão bem. Até que em algumas coisas, talvez muitas, melhoramos. Temos vacinas. Existem hospitais e ensino públicos – ainda que atrasados e ruins. Temos alguns benefícios, como aposentadoria – embora miserável –, e estabilidade econômica aparente. Andamos um pouco mais bem equipados do que 100 anos atrás.
Mas quem somos, afinal? Que país somos, que gente nos tornamos, se vemos tudo isso e continuamos comendo, bebendo, trabalhando e estudando como se nem fosse conosco? Deve ser o nosso jeito de sobreviver – não comendo lixo concreto, mas engolindo esse lixo moral e fingindo que está tudo bem. Pois, se nos convencermos de que isso acontece no nosso meio, no nosso país, talvez na nossa cidade, e nos sentirmos parte disso, responsáveis por isso, o que se poderia fazer?
Pelo menos, reclamar. Achar que nem tudo está maravilhoso. Procurar eleger pessoas de bem, interessadas, que cuidassem dos lixões, dos pobrezinhos, da saúde pública, dos leitos que faltam aos milhares, dos colégios desprovidos, de tudo isso que cansativa mas incansavelmente tantos de nós têm dito e escrito. Que pelo menos a gente saiba e, em vez de disfarçar, espalhe. Não para criar hostilidade e desordem, mas para mudar um pouquinho essa mentalidade. Nunca mais crianças brasileiras sendo filhas do lixo, nem mães dizendo que aquela é a sua sina, porque Deus quer assim.
 
Deus não quer assim. Os deuses não inventaram a indiferença, a crueldade, o mal causado pelo homem. Nem mandaram desviar o olhar para não ver o menino metendo avidamente na boca restos de um bolo mofado, talvez sua única refeição do dia. E, naquele instante, a câmera captou sua irmãzinha num grande sorriso inocente atrás de um par de óculos cor-de-rosa que acabara de encontrar: e assim se iluminou por um breve instante aquela imensa, trágica realidade.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Uma estória ATERRO rizante


A estória de José Rogério Anderson, o filho do “Consórcio”!


            Noite passada, sonhei que os olhos de todo o mundo estavam voltados para Lafaiete, onde seria apresentado à imprensa, o primeiro bebê de aProveita, nascido no Alto Paraopeba. Ele foi concebido de uma mistura embrionária, bipartidária, fecundado a partir de dois legítimos espermatozóides do tipo PT positivo, com um puro óvulo do tipo PSDB negativo, com a ciência prevendo que o resultado poderia ser “aterro”rizante.
            Todos tinham uma grande preocupação com esta fecundação, principalmente, os pais Rogério e Anderson, pois a mamãe, Dona Josemita, já tinha sofrido um aborto provocado, tempos atrás, e os futuros papais não queriam que isto acontecesse novamente. É bem verdade, que devido ao aborto anterior, todo o processo de fertilização e fecundação, até a certidão de nascimento foi feito sobre segredo de estado, ou melhor, segredo de municípios, para não haver nova rejeição do embrião, por parte da mamãe Dona Josemita.
Para os jornalistas, os papais garantiram que durante a fecundação, não houve conjunção carnal, só contato de pele, com troca de apertos de mão e selinhos, quando eles aProveitaram e passaram a lábia em Dona Josemita, para fecundarem o primeiro bebê de aProveita regional. Garantiram que apesar da troca de selinhos, ao final, cada um ficou com o seu e ninguém perdeu o selinho durante a fecundação.
Os padrinhos da criança foram escolhidos pelo papai Rogério, por apadrinhamento, e deveriam cuidar da imagem do bebê junto ao povo, inclusive defendendo-o e evitando os ataques daqueles que poderiam ser contrários, a esta experiência da ciência partidária.
Durante a apresentação da criança, que teve até solenidade de lançamento da sacola fundamental, cada um dos pais fez questão de defender a experiência, que seria de grande importância para eles.
Ao fazer uso da palavra, o papai Anderson afirmou que não tem Cabido em si, de tanto contentamento, com a chegada deste filho tão aguardado. Defendeu a experiência, que foi feita dentro das exigências legais, pois o local escolhido para a realização tem fácil acesso e está de acordo com as normas legais de acessibilidade, para receber todo o lixo do Aleijadinho. Justificou dizendo que com a desapropriação de milhões de hectares de terras para uma futura usina siderúrgica, o lixo não tem Cabido, na cidade dele. Para ele, o Consórcio não tem volta e não quer nem saber se fulano sabia ou não sabiá, se o Jubileu ou não leu antes, o acordo da experiência. Para os críticos que dizem que a experiência causará desmatamentos, Anderson garantiu que contribuirá na recomposição arbórea, enviando apenas sacolas do Supermercado DaMata. Para recomposição da flora, enviará também fraldas descartáveis usadas, com sementes da flora intestinal. Encerrando, disse que para amenizar a polêmica, não mandará para cá, o lixo do Alto Maranhão, que pela proximidade de vizinhança e pela facilidade de logística, será prensado e enviado em Barras, para o Piauí.
Já o outro pai, Rogério, um ricAço, querendo acabar, de vez, com a saBatina, disse que população de lá, vai ajudar de algum modess, enviando fraldas descartáveis usadas, para serem recicladas e reaproveitadas, para que nosso município, dessa vez, tome modess e possa desfraldar a bandeira da independência financeira, criando o bebê, sem exigir a pensão do ICMS. Ele rebateu as críticas de que não ganharemos nada com a experiência, pois haverá uma contrapartida financeira. Com isso, o município poderá investir em transportes, recebendo o Projeto URU BUS, que é a Unificação das Rotas Urbanas por ôniBUS, que se locomovem por Alto Pista, e considerando o preço das passagens, teríamos muito mais Baratas do que eles. Mas estudos técnicos indicam que as baratas vão diminuir e não haverá cruzamentos entre elas, porque ninguém vai querer se casar com a Dona Baratinha que Tinha Dinheiro na Caixinha, pois ela virá pobrezinha, já que o dinheiro do ICMS vai ficar só com eles. Garantiu que outros investimentos virão agregados, pois é tanto lixo que eles vão enfiar pela nossa goela abaixo, que o gás gerado vai ser coletado e distribuído pela empresa EnGasgamig. Finalizando, disse que teremos outra renda extra, com a venda da sucata do lixo, pois não há como negar, que estamos levando muito ferro, com este consórcio.
Os médicos Cesar e Ana, responsáveis pelo acompanhamento da experiência, falaram das dificuldades desde a fecundação, até o nascimento, pois Dona Josemita deu sinais que poderia abortar novamente, mas os apadrinhados souberam administrar os problemas, para não decepcionarem os futuros e felizes papais, especialmente Rogério.
Já durante a fala do casal de apadrinhados do bebê, eles rebateram as denúncias que afirmavam que a experiência traria sérios danos à fauna do local. Afirmaram que, muito pelo contrário, a experiência iria preservar a fauna, pois o local seria enriquecido com várias espécies entre elas: embalagens de Extrato de Tomate Elefante, Chá Mate Leão, O Cachorro do Mato Vinagre, Pedaços de Tubos e Conexões Tigre, Papel de Bala Chita, Latas de Azeite Galo, garrafas de Gatorade. Estudos sobre a avifauna apontam que a população de pássaros iria aumentar muito, pois com tanta embalagem de iogurte, eles poderão Danoninho tranqüilos, o que favorecerá a reprodução. 
 Apresentaram, também, propostas de repovoamento da lagoa existente no local, introduzindo espécies aquáticas, entre elas, os sacos plásticos de sal da marca Cisne, e que ninguém se preocupasse com os peixes, pois foi feito um levantamento minucioso, que concluiu existir naquela lagoa, pelo menos do lado deles, somente traíras.
Garantiram que a experiência inédita já ultrapassou fronteiras e Dona Josemita receberia várias condecorações internacionais, entre elas, um prêmio da UNICFÚNIca Consorciada Fudida, com direito a discurso no plenário da ÔNUS, e o Consórcio receberia também, uma importante condecoração do governo francês, chamada HoMenage a Trois, já que a criança possuía uma mãe e dois pais.
Ao final da solenidade de apresentação disseram que o Consórcio estava dando uma grande contribuição para a ciência, ao doar as árvores suprimidas para um banco de pesquisas de células tronco, para recomposição de algum dano ambiental, quando implantariam um projeto de recomposição da flora, chamado Dona Flor e seus Dois Maridos...


Ricardo da Rocha Vieira não é cientista, nem bebê de proveta, acha que essa suruba é um lixo, e só um vai levar na tarraqueta...